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GÊNERO: Não se pode generalizar!

Para quem achava que a proposta de Emenda à Lei Orgânica que trata sobre “ideologia de gênero”, “gênero” e “orientação sexual” no ensino fundamental, pretenderia impedir a discussão da matéria, viu que, ao contrário disso, está promovendo o amplo debate. Toda proposta legislativa desperta a reflexão e a discussão – efetivas – sobre o assunto que se pretende legislar, e de antemão tínhamos o objetivo de colocar em discussão a vontade dos campineiros sobre esse tema, já adiantando a nossa posição.

Essa ideologia pretende levar para o banco escolar de crianças de 0 a 14 anos, em plena formação de caráter e personalidade, a desconstrução da identidade como gêneros feminino e masculino, para permitir e propagar que existe uma infinidade de possibilidades e que ninguém nasce homem ou mulher, mas constrói a sua identidade ao longo do tempo. E qual é a nossa pretensão? Que a educação municipal exerça o seu papel sim, e que é a escolarização dessa população. Nesse sentido, explica-se que é à Família que cabe fornecer o suporte psicológico, emocional, físico, material, dinâmico, social, para que se desenvolvam as bases e alicerces de formação do caráter e da personalidade desses pequeninos.

Ninguém está aqui dizendo que a Família é perfeita, assim como a sociedade também não é, e nem a escola. Mas é sim, no seio da família, que todas as áreas do ser humano se desenvolvem.familiaazulrosa

A família é a primeira unidade mínima onde a criança aprende a viver em sociedade como, aliás, a própria Constituição Federal assim reconhece (“Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”); ela oferece as primeiras lições de solidariedade e respeito, fé (seja ela qual for) e a cidadania. E mesmo enquanto interagem no ambiente social, inclusive escolar, seu porto seguro está, e deverá sempre estar, na família, daí porque dizemos que cabe à primeira a educação, e à escola, a escolarização.

Já a escola deve se empenhar na promoção da qualidade do ensino regular, nas políticas educacionais em que aprendam e apreendam os conceitos necessários ao preparo para a vida adulta, formação acadêmica e profissional, e sua compreensão do mundo, histórica, filosófica, geográfica. Por exemplo, hoje se questiona a atual aplicação da ‘aprovação automática’ no ensino fundamental, ao se ter constatado que uma parcela das crianças chega aos 10 anos sem saber ler e escrever e esse é papel da escola.

Sob o aspecto do comportamento escolar, espera-se, em primeiro, o respeito ao educador, à diretoria de escola, todos ali para promover um bom convívio social; que as crianças compreendam a importância desses profissionais e os respeitem. Não é concebível que alunos agridam professores, diretores, ou usem armas dentro das escolas. Finalmente, da escola se espera o respeito mutuo entre os colegas, em observância ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana – em todos os seus aspectos, sem bullying, sem xingamentos ou segregação mas, ao contrário, exista verdadeiro coleguismo, como se costumava dizer na minha época. Esse é o papel do Estado, através da escola, no que diz respeito a socialização das crianças, consideradas civilmente INCAPAZES de decidir por si os rumos de sua vida, papel esse que é da família.

Do mesmo modo que fórmulas químicas, matemáticas ou físicas complexas, são acessíveis àqueles que vão se aperfeiçoar em determinadas profissões, assim também, o tema em pauta não se insere dentre as aptidões a serem impostas às crianças do ensino fundamental. A família vai municiar a criança de informações a partir de seu amadurecimento, individualmente, conforme a fase em que ela se encontra. Já as distorções, que violem o princípio da dignidade da pessoa humana, devem ser combatidas com firmeza, tais como: as delegacias especializadas da mulher; a Lei Maria da Penha, o Estatuto do Idoso; a inclusão social dos portadores de necessidades especiais, aperfeiçoam a vida em sociedade, guardadas as diversidades próprias dos seres humanos.

Já disse Aristóteles, que inspirou Rui Barbosa, ilustre jurista, que devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades, pois é justamente dessa forma que a verdadeira igualdade se realiza. Então, toda vez que tentarmos tratar pessoas diferentes como se fossem iguais, é aí que cometemos a injustiça, a discriminação e, quiçá, a opressão. Portanto, quando se trata de seres humanos, dizemos com toda convicção: não se pode generalizar! Não à Ideologia de Gênero! ♦

ESTE ARTIGO FOI PUBLICADO NO JORNAL14315768_1314753511871032_923593490_o

CORREIO POPULAR EM 03/06/2015:

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